The twins Shines: Capítulo VI [Hoje]
quinta-feira, 3 de junho de 2010 // 0 Comentários

Acordei de súbito, com o susto que sempre é causado quando chego naquela parte das lembranças. Era estranho, pois sempre parava ali, naquele exato momento. E... São tão reais, não sinto como se fossem somente lembranças. Eu posso sentir a água e a dor. Tão irreal e incontrolável.
Só consegui parar de pensar nisso quando dei por mim que tinha batido com a cabeça na tampa da caixa. Droga, por que são tão apertadas?!
Resmungando, abri a caixa. O local doía um pouco e massageá-lo não parecia fazer algum efeito milagroso para parar a dor. Desisti. Suspirei fundo e fechei a caixa e bati no vestido. O quarto estava silencioso e belo como sempre, apesar de um tanto vazio. Kazuko era assim e seu quarto praticamente o refletia, seu jeito solitário e não muito materialista em questão de objetos, para ele seus poucos e até únicos interesses eram: livros, paisagens, livros, organização e é claro, livros. Eu acho-o um tanto estranho, quase anormal comparado aos outros garotos de sua idade, talvez seja por isso que ele seja meu médium.
Mas, onde raios ele estava? O quarto, naturalmente silencioso, não mostrava vestígios de sua presença. De frustração bati os pés sucessivamente no chão, deixando o rosto avermelhado. Ele é meu médium oras, onde deveria estar? Fui até a varanda de seu quarto e me apoiei na beirada. A brisa vinha e ia, como uma leve carícia de verão no meu rosto. Fechei os olhos por um momento e fiquei ali daquele jeito, um dos poucos momentos em que me sentia tão tranqüila...
É estranho como nesses exatos momentos, não estou brincando pois é sempre naquele momento, somos interrompidos. Quando eu o quero perto não está, quando posso ficar sozinha quieta... Ele aparece!
Olhava-me com uma face duvidosa, já sabia que pergunta faria então o poupei do trabalho e abanei a mão na sua frente, antecedendo a resposta.
- Acordei e não encontrei você, vim para a varanda. Respondido? – eu disse, fitando-o com um olhar aparentemente desinteressado, mas tentando controlar um riso. Acho que nem eu consigo atuar assim tão futilmente.
Ele, estranhamente, apenas sorriu. Parecia de bom humor desde que as aulas começaram. “Nerd” pensei e não pude mais contar o riso, recebendo em troca um olhar acusador de Kazuko. Antes do mesmo também abrir um sorriso e se sentar na cadeira da varanda. Ele não falava muita coisa, mas eu já me acostumara com isso e também já havia visto o lado positivo: Se ele não falava, não perguntava. Então todo o mundo fica feliz.
Eram poucos olhares trocados, mas nós dois apreciávamos a mesma coisa. Seu jardim. Seu pelo fato de ele ter coordenado totalmente a plantação, e sinceramente, foi um trabalho realmente bem feito. Apesar de maior parte do crédito também ser do jardineiro ele ganhava a maioria dos aplausos. Era quase mágica a combinação que conseguiu fazer só com a simples suposição de como cada flor seria quando germinasse. A combinação de cores era hipnotizador, cada planta parecia seguir uma ordem enigmática para combinar o incombinável.
- É um grande trabalho sabia? – eu disse e me virei para ver a reação dele. Ele não mudou a direção do olhar, somente fez um sinal com a cabeça de agradecimento. Sorri e voltei a contemplar a paisagem.
“Um grande trabalho, mas nada comparado... Comparado à aquele N-Field” pensei, mas guardei essa opinião para mim mesma. Era bem provável que eu jamais voltasse lá, mas a lembrança era esplêndida. Não havia palavra que pudesse descrever o esplendor que foi ver aquele lugar.
Abaixei a cabeça, fui tola de não calcular direito naquele dia, se tivesse parado para pensar em como era possível que um N-Field tão belo pertencesse a uma boneca ruim talvez não tivesse corrido... Talvez...
Fui detida por uma risada repentina, o mais estranho é que era a minha. Só tive chance de ver Kazuko me fitar com um olhar confuso e quase preocupado. Não pela risada repentina, mas sim pelo que vinha com as risadas. Lágrimas. Pequenas gotas salgadas que transformavam as risadas gostadas em um choro repentino e descontrolado. “Por que não para?” eu pensei e me ajoelhei. Sentia meu corpo mole e fraco e a única coisa que pude fazer com ele ali foi segurar na sua blusa, procurando apoio. Ele? Somente ficou olhando com sua face penosa e culpada, pois simplesmente não podia fazer nada. Nada.
Em meio às lágrimas veio a tonteira e o cansaço, os olhos molhados piscavam tentando se manter, inutilmente, abertos. Não resisti e simplesmente desabei em outro sono profundo, dessa vez, contínuo.

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Prólogo
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Só vim deixar aqui a Introdução de um trabalho que venho desenvolvendo, aproveitem.
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Ela estava dormindo tranqüila, ou pelo menos tentava parecer. Ela se contorcia e suava na cama, não estava tendo um pesadelo, muito pelo contrário, estava tendo um sonho maravilhoso, mas é claro que tinha algo errado.
“Ela era guiada a um jardim encantador, flores de diversos tipos e aromas estavam crescendo ali, mas todas tinham algo em comum: eram em cores escuras, se não azuis eram brancas, fazendo parecer que brilhavam sob a luz da lua. Uma sombra se moveu e ela girou, tentando encontrar o dono da mesma, mas seus olhos pararam em uma figura encapuzada, não se via seu rosto e seu corpo também estava envolto na capa, praticamente ficando invisível na paisagem escura.
Ela imediatamente recuou, apertando o terço que usava sobre a camisola, ela estava ofegante e não sabia o que fazer: se corria para longe tentando acordar o mais rápido possível ou se continuava ali. Sabia que o que quer que seja não a faria mal... Bem, saber ela realmente não sabia, mas podia sentir isso, não via nem sentia nenhuma intenção estranha vindo daquela... coisa.
A coisa estendeu a mão, como um convite ao perceber que ela não correria, a garota subiu os degraus e pegou a mão da coisa, imediatamente sentiu um puxão que a levou para o peito macio, porém firme. Ela se arregalou e um frio correu-lhe a espinha ao sentir algo mexendo em seu cabelo, ela tentou mover a cabeça, mas algo a empurrou para mais perto... Uma mão. A mão a apertava contra o peito levemente e a outra acariciava suavemente seus cabelos negros, o coração dela batia acelerado, ela respirava rápido e com os braços apertava com toda a força que conseguia reunir a coisa que estava abraçando-a. Seu esforço era inútil, seus olhos se enchiam de lágrimas e sua visão ficava embaçada, até que parou de apertar a coisa e sentiu que a mesma relaxou e com toda a força que tinha empurrou a coisa e se soltou, recuou até chegar à ponta da escada e lá ficou apertando com força seu terço, estava ofegante e com medo... E sabia que a coisa também podia ver isso, suas pernas estavam bambas e seu olho em alerta, qualquer coisa que se movesse ela com certeza veria.
Um brisa gostosa envolveu o jardim, bateu nos cabelos da garota fazendo-os voarem, várias pétalas das flores se soltaram e flutuarem pela paisagem, deixando um aroma doce e encantador no ar. Ela se sentiu fraca e cambaleou tonta, se apoiando em uma pilastra ao seu lado, sua visão estava embaçada, mas conseguiu ver a coisa se aproximando lentamente e parando na frente dela. Ela fechou os olhos com força e deixou uma lágrima cair deles, ela apertava os olhos não tendo a mínima esperança de abri-los, mas sentiu um aroma diferente: meio neutro, mas doce e convidativo; ela abriu os olhos e viu uma flor embaixo do seu nariz, estendida pela mão da coisa. Uma rosa... Mas não uma rosa normal, não era vermelha como geralmente eram, mas sim... Azul. Sim isso mesmo, azul. Um azul lindo e forte, de uma flor que acabara de se abrir e ainda tinha orvalho em suas pétalas e nenhum espinho em seu caule. Ela se endireitou e pegou a rosa, ficou admirando a flor por um bom tempo e apertou-a contra o terço, sorrindo corada. Suas bochechas estavam rosadas e em sua face um sorriso pequeno, porém sincero. Ela olhou para frente para ver a coisa mais uma vez e se deparou com nada, a coisa não estava mais ali, havia sumido do mesmo jeito que apareceu.Ela ficou desapontada, queria agradecer pelo presente, porém antes de olhar a rosa novamente ela caiu com os olhos fechados, ainda com a rosa na mão, estendida pelo jardim e mais uma vez uma brisa suave veio assim como a manhã.”

Ela acordou der repente, ofegante e suada. Ela se sentou na cama e tentou se acalmar apertando a têmpora e repetindo mentalmente “Foi só um sonho, nada de mais”, quando finalmente conseguiu voltar a respirar normalmente viu que precisava de um banho, estava fedendo. Riu de si mesma, mas antes de se levantar ficou pensativa: “É a quarta vez seguida que tenho sonho com essa... coisa. Quando vão parar? Ou isso seria...” foi o que pensou e balançou a cabeça para tirar essa idéia absurda e se levantou, mas sentiu algo cair da cama ao se levantar e então olhou para o chão no meio de um bocejo. Ela quase teve um treco ao ver o que era e teve de se segurar para não gritar e acordar a todos. Uma rosa azul, idêntica a do sonho estava no seu lado da cama e ela tinha certeza de que não estava ali quando foi dormir, ou seja, alguém entrou na casa dela e colocou aquilo ali... Mas como? Era impossível que alguém tenha feito isso, tudo estava no seu exato lugar menos aquilo.
Ela colocou a mão na cabeça para ter certeza de que não era febre ou outra coisa e ficou desapontada em saber que não era, porque isso queria dizer que aquela flor não estava ali e que ela não teria de ir para a escola, seria Dois por um! Mas nããão, ela estava perfeitamente normal e aquilo estava realmente ali e ela teria de ir para a escola, ótimo! Seu dia não podia melhorar.
Depois de tomar um banho frio e se acalmar ela se arrumou para a escola, já que não conseguira se livrar dela também. Tudo corria normalmente até que ela finalmente viu o relógio, ficou pasma e se rosto ficou branco: ELA IRIA SE ATRASAR FEIO! P*TA FALTA DE SORTE!
Ela correu pela casa e saiu pulando um único pé, ainda calçando o sapato, com uma torrada na boca e despenteada. Chegou à escola a tempo de ir ao banheiro e tentar se arrumar. O cabelo foi fácil, sempre fora incrivelmente liso e sedoso o difícil fora a maquiagem, da qual desistiu depois de perder a paciência com a imagem turva no espelho, limpou a cara e ficou se acalmando, tentando colocar os pensamentos em ordem, mas a única coisa que conseguiu fazer foi deixar escorrer uma lágrima de seu rosto ela com certeza estava com medo e não conseguia esconder isso, sua visão estava turva e ela por sorte estava sozinha, não gostaria de ser vista naquele estado... Deplorável. Ela se assustou e pulou, pensando ter ouvido algo do lado de fora da janela, “Meu Deus, f*deu de vez agora, tiraram uma p*rra de uma foto minha” ela pensou, secando as lágrimas e lavando o rosto e respirando devagar... Até o sinal bater e sinalizar o infer... Começo das aulas e seguiu para o segundo andar.
A aula passou lentamente e tediosamente (novidade), ela brincava com o lápis e olhava para fora da janela, o conteúdo era uma revisão para os que com certeza não iriam passar e ela não era uma deles então podia ficar aproveitando para “refletir” de acordo com o professor. Ela ficava imaginando o que era aquela coisa que a “visitava” nos sonhos sem convite... Ou alguém, ela balançou a cabeça tentando tirar aquela hipótese da cabeça e ficou enrolando o cabelo para passar o tempo. O sinal bateu anunciando a liber... Fim da aula e ela era a única que ainda tinha matérias da mesa sem querer, pois acredite ou não tinha pessoas que continuavam até depois da aula sem nenhuma obrigação e fuzilavam ela com os olhos, “Provavelmente porque não querem nenhuma vela para atrapalhar o encontro meigo e carinhoso no qual eles falavam de coelhinhos e bebiam chá.” Pensou ela com sarcasmo e nojo, terminando de arrumar as coisas quando percebeu que não cabia mais porcaria nenhuma na mochila, estava com suas roupas, “É, o dia melhorou milagrosamente! O que poderia ser melhor para ele virar um dia perfeito?! Eu sei: NADA! ela pensou com raiva e finalmente pegou suas coisas e foi em direção da porta, quando ouviu um grito... Dois... Três e assim sucessivamente, mas pra que tanto alvoroço? Foi então que ela viu uma fumaça branca com um brilho prateado vindo pelo corredor e era tão estranha tinha uma face de lobo, isso que você leu: Lobo. Ela imediatamente recuou, mas a fumaça seguiu ela e a empurrou janela abaixo, agora ela tinha certeza de que iria morrer e então fechou os olhos com força, não queria ver o próprio fim e ainda sentia aquela fumaça levando seu corpo para baixo cada vez mais e mais... E então ela finalmente chegou ao encontro da grama?! Sim, ela caiu em uma grama macia e bonita e não tinha um único arranhão. Mas onde ela estava? O jardim era do outro lado da escola aí seria o chão nada mais, mas era grama, ou seja, ela não estava mais na escola. Mas a verdadeira pergunta era: Se não estava na escola, onde ela estava?

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The twins Shines: Capítulo V [A Face da Dor]
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A manhã seguinte seguiu calma, mas a maior parte do tempo Shiro ficou sentada na cama do quarto de Asami, corada por estar só de roupas íntimas. Ela estava olhando o chão e balançando as pernas quando escutou algo e se virou para a estante do quarto de Asami, um livro caiu no chão com as páginas abertas, e isso concerteza não é normal visto que o quarto estava inteiramente fechado e pelo que Shiro sabia não havia uma “janela secreta” atrás da estante.
Ela se levantou temerosa e foi andando até a estante, com uma expressão cuidadosa e duvidosa na face, pegou o livro e o devolveu ao seu lugar na estante.
Tudo parecia perfeitamente normal até ela escutar uma voz vindo da direção do espelho.
- Mas que belo quarto temos aqui! – disse a voz irritante, em um som estridente. – É claro, tudo do bom e do melhor para as legítimas Damas de Rozen, não? – perguntou a mesma voz, agora com um toque de nojo.
Shiro se virou lentamente para onde vinha a voz, como pudera deixar de vigiar o espelho depois da noite passada?!
Quando finalmente se virara o que el mais temia que fosse estava ali: uma boneca, mas não com a aparência que ela pensava que teria. A boneca era macabra só de se olhar, cabelos loiros e encaracolados; olhos cor de ametista. Vibrantes; pele clara e um sorriso sarcástigo estampado no rosto. Ao seu lado se encontrava o dono do objeto da noite passada, um esqueleto humano vestido de “pirata”, preso por um bracelete na boneca.
- Então, poderia fazer o favor de devolver o que pertence ao meu brinquedo? – ela continuou, depois de ver a expressão de Shiro. – Acabamos por perder uma parte dele noite passada.
Shiro pegou na sua caixa o osso branco, e o jogou com nojo para o esqueleto que o colocou exatamente no lugar, como uma peça de encaixe.
A boneca loira continuou a olhar Shiro com um sorriso no rosto, enquanto Shiro respondia essa expressão com uma de raiva. Como aquela boneca ousara espioná-la?!
Antes que Shiro pudesse entender o que acontecera o esqueleto atacou com seu espadim, não decepando o braço da boneca por um movimento rápido.
Shiro contra-atacou formando uma espada com a luz. Quando as espadas se encontraram soltaram faíscas do metal, a expressão vazia do esqueleto e a de puro ódio de Shiro. Ambos recuaram, mas o esquelto voltou a atacar primeiro, tentando todos os golpes baixos acertar Shiro, que fazia o máximo para desviar de todos.
Por um descuido, Shiro foi atingida no pulso pela bainha da espada inimiga, sua arma voou longee antes de chegar no chão se desfez em vários pontinhos dourados.
Shiro estava encurralada, ela recuavan com a espada do esqueleto no peito e ao chegar na parede fechou os olhos, com medo. O esqueleto ergueu a espada para o golpe de misericórdia, mas algo estranho saiu do espelho: um cristal verde e pontudo que atravessou a corrente do bracelete e a partiu, fazendo com que o “brinquedinho” caísse e se tornasse um monte de ossos brancos. Shiro abriu os olhos a tempo de ver a expressão de cunfusão e ódio na face da boneca loiro, que primeiro olhou para Shiro e então para p espelho.
Sem pensar nas consequências Shiro correu para dentro do espelho, onde atravessou e foi caindo, caindo e caindo até chegar finalmente ao chão. O impacto foi duro, mas ela enfim estava a salvo. Ela se viu em uma passarela de mármore branco, com um jardim imensamente lindo e mágico em volta: as flores exalavam um perfume acolhedor e cintilavam com a luz do sol, a brisa fria era constante, mas não forte.
- Eu morri? – perguntou-se Shiro, abobada com tamanha beleza.
A boneca andou pelo jardim, admirando toda a bela paisagem, até que se viu em frente a um portão dourado, que se abriu instantaneamente para ela. A boneca entrou e viu um caminho a beira de um lago, limpido mas onde não nadava nenhum peixe. Ela seguiu a trilha até ouvir alguma coisa, uma voz melodiosa rezava baixinho, mas saindo de sua boca pareciam notas músicais. Shiro seguiu o som encantada, até que chegou em um jardim menor, com um arco onde se encontrava a dona da voz.
Shiro ia se aproximar para ver melhor, mas recuou com um susto, derrepente estava escurecendo em uma velocidade considerável e isso queria dizer que...
- U-um N-Field... – ela sussurou enquanto recuava, pasma.
Ao sussurrar atraiu a atenção da dona voz no mesmo instante, que parou de rezar e se virou. Shiro não ficou olhando para saber o que aconteceria, ela se virou e saiu correndo com os olhos fechados, um erro. Ela não viu que se dirijia ao lago e quando finalmente abriu os olhos, caiu.
A boneca se virou para a superfície, tentando inutilmente nadar, mas só conseguiu ver o relance da boneca: cabelos escuros, vestido peculiar mas negro como a noite e olhos... olhos que permaneciam fechados.

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The twins Shines: Capítulo IV [Espionadas]
quinta-feira, 15 de abril de 2010 // 0 Comentários

“Shiro se contraía na cama, por que não parava? Aquelas lembrança nunca iam acabar? A boneca ofegava na caixa trancada e uma lágrima escorreu pelo seu rosto, se pelo menos tudo acabasse ali... Daquele jeito feliz e alegre... Mas não, porque tudo mudara tão radicalmente? Porque aquela boneca tinha de interferir na vida delas? Ela se perguntava e voltava a se contrair e agora várias lágrimas escorriam por seu rosto.”

Todas nós três bonecas conversaram a tarde inteira, assuntos banais e engraçados que arrancavam risadas constantes enquanto bebíamos chá, engasgando às vezes. O tempo passou voando e já era hora de partir, elas se despediram e quando íamos embora Kuro disse:
- Hey nee-san, que tal andarmos mais um pouco por aqui? Acho que Catherine não vai se importar! – disse sorridente, puxando o meu braço.
- Não sei, minha médium deve estar preocupada entende? – respondi recoosa, pensando em como Asami se sentira ao encontrar a caixa vazia.
- Ela confia em você né? Mas não se preocupe! São só mais alguns minutinhos. Pooor Favooor nee-san! – suplicou Kuro, apertando as duas mãos em cima da minha.
- Etto... – olhei para Kuro, pensativa – Esta bem! Mas só alguns minutos ein?
- Hai hai! – disse ela me puxando na direção do campo de lírios e ficamos brincando ali por muito tempo até que nos cansamos e deitamos.

Por pouco não dormira ali, me levantei apressada e voltei imediatamente para o quarto de Asami, que estava sentada aflita.
- Onde você esteve? Fiquei muito preocupada! – disse ela ao me ver saindo do espelho, correndo para me abraçar – Prometa-me que nunca mais vai sumir assim! Não sabe o quanto e-eu... – foi o que conseguiu dizer antes de cair em lágrimas nos meus ombros.
Eu estava pasma, minha médium se preocupava tanto comigo assim? Pela reação de Asami, sim. Abracei Asami e recostou a cabeça em seu ombro.
- Desculpe Asami-chan, prometo nunca mais sumir assim. – disse calmamente, com um sentimento de culpa por ter deixado sua própria médium naquele estado, Asami não merecia sentir aquilo.

Depois, passamos o resto do dia conversando sobre o encontro com Kuro e Catherine, Asami foi dormir cedo. Estava cansada de tanto se preocupar comigo e adormeceu ao cair na cama. Por outro lado eu continuei culpada e fiquei olhando pela janela. Estava chovendo e era noite de lua cheia, a paisagem só ajudava a se sentir mais culpada. Virei o rosto não agüentando mais fitar aquilo, mas ao fazer isso percebi algo estranho do lado de fora da janela. Abri e vi que era algo de cor branca, mas estava sujo de terra ou qualquer coisa escura. Não consegui distinguir bem naquela noite escura, me aproximei para ver exatamente o que era e tive de me segurar para não gritar. Erro um osso e estava sujo... Alguém havia desenterrado um morto? E porque viria à casa de Asami? Ou... Antes de completar o pensamento balancei a cabeça para esquecê-lo, não queria pensar nisso agora. Fechei a janela e fui para a caixa, percebei que acabei me molhando por causa da chuva.
“Vou ter de pedir para Asami lavar essa roupa amanhã” pensei e entrei na caixa, adormecendo com dificuldade e ainda com o último pensamento em mente... Outra boneca estaria nos espionando? Pensei e logo adormeci ainda com receios.

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The twins Shines: Capítulo III [Reencontro]
sexta-feira, 19 de março de 2010 // 0 Comentários

- Eii! Acorde de uma vez! – diz uma voz familiar, e logo sinto algo chutar minha caixa – Acorde!! – ela tentava falar baixinho e ao mesmo tempo alto o bastante para me acordar, quando finalmente abro minha caixa, recebo um chute bem no meio da minha testa – Gomene! – disse aquela voz, e percebi que se ajoelhara e fitava a sujeira que ganhei na testa.
Novamente abro meus olhos e me espanto, ela continuava linda com seus cabelos morenos, levemente castanhos, e sua roupa, muito parecida com a minha, porém é de uma cor marrom café, enquanto o meu é um bege claro... Era Kuro, e junto dela havia um pequeno ponto brilhante de cor marrom, era seu espírito artificial, Hoshi.

- Kuro – eu disse, ainda pasma por ela estar bem na minha frente. – C-como me achou? – pergunto, desfazendo a cara de espanto e dando o lugar a uma cara duvidosa e curiosa.
- Conheci uma boneca, que tinha uma médium que por acaso era amiga de sua médium! Que sorte não? – disse ela com um sorriso radiante no rosto enquanto puxava meu braço para me levantar. – O nome dela é Catherine, ela é bem legal, porém é muito quieta, eu contei de você sobre ela e ela quer te conhecer nee-san!
- Kuro, tem certeza de que ela é confiável? Ela poderia estar usando você. – disse isso com certo tom de desdenho, ela falou tão bem dela e parecia tão esperançosa...
- Tenho certeza sim! – respondeu, aumentando o tom de sua voz, e tinha razão, a pergunta que fiz foi muito duvidosa, vamos por assim dizer.
- Se tem certeza eu vou, contanto que você vá junto. – disse olhando-a com uma cara de alívio.

Levantei-me e me espreguicei, tinha dormido pouco dessa vez, Asami ainda dormia quieta, com um sorriso estampado na face, devia estar tendo sonhos bons, ela se remexeu um pouco quando fui em direcção ao espelho com Kuro, mas continuou dormindo, Kuro entrou primeiro e eu logo a segui. Quando chegamos estávamos em um campo enorme, realmente muito grande e maravilhoso, era lindo e estava de noite, com várias, milhares de estrelas de diversas cores: azul, púrpura, vermelhas, rosas e tantas outras, eram muitas a admirar então uma pequena brisa bateu em meu rosto e vi que uma delas caía, exactamente na nossa frente e fez um pequeno barulho angelical, um som de um pequeno sino, daí percebi que deveria ser o N-Field da tal de Catherine, era impossível haver um lugar tão esplêndido no mundo real.

Eu e Kuro corríamos pelo lindo campo, víamos borboletas e tentávamos pegá-las, eram lindas, com as asas cintilantes e com cores vivas, nunca tinha visto um N-Field tão maravilhoso e ao mesmo tempo mágico assim. Depois de tanto correr Kuro se sentou em meio ao campo para descansar e Shiro repetiu o gesto, enquanto elas admiravam aquele lugar lindo, alguém se aproximava das duas bonecas e parou atrás de Shiro.
- Deves ser Amaterasu Shiro não? Kuro me falou muito de você... – disse uma voz calma e paciente, rapidamente me virei e deparei com uma moça alta, de cabelos azuis claros e olhos azuis profundos, cheios de ternura, que logo se fecharam e em seu rosto abriu-se um sorriso gentil – Prazer, sou Catherine, e está é Chie – disse ela apontando para um pequeno e brilhante ponto azul esverdeado, seu espírito artificial.

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The twins Shines: Capítulo II [Laços]
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No dia seguinte, aconteceu à mesma coisa, ela saiu no horário marcado e foi para o tal piquenique, fiquei observando ela da janela do quarto, ela era... Bem animada e extrovertida, vivia rindo e fazendo brincadeiras com seus amigos:
-Ran, você acha que ela... Vai gostar de mim? Vai aceitar ser minha médium? Se isso não acontecer... Quanto tempo mais vou ter de esperar para encontrar Kuro?- uma lágrima escorria pelo meu rosto, estava desesperada para vê-la...
Em meio às lágrimas, não percebi que a médium já havia terminado seu piquenique e que estava na porta do quarto e olhava com uma cara de pena e de carinho para mim, tentei correr para algum lugar, mas ela me puxou e me abraçou forte... Era quente e gostoso aquele abraço, parecia que era... Kuro.

Conversei com ela, ela era tão feliz e alegre, me escutou sem reclamar e ficou me arrumando durante a tarde, elogiava minha roupa. Então chegou a hora que eu temia, se ela me rejeita-se? Quantas eras eu teria de esperar para encontrar outra pessoa assim? Eu o faria no dia seguinte, queria... Aproveitar o tempo com ela, mas se demorar demais outra boneca pode aparecer e... Quem irá ajudar Kuro se isso acontecer?
Ela parece ter percebi minha preocupação e com curiosidade perguntou:
-O que a preocupa Shiro-chan?
-N-nada... – com ela era difícil mentir, seus olhos pareciam que procuravam a verdade pro trás do que eu disse- É só que... Tenho assuntos importantes pra resolver com você amanhã se não tiver proble...
-Problema? De jeito nenhum! Vou ficar aqui o dia todo, quero resolver isso o mais rápido possível se isso a faz feliz Shiro-chan - disse ela com seu sorriso maravilhoso no rosto, como um mero sorriso fazia eu me sentir tão... Bem?

O dia amanhecera e ela já estava acordada, sentada na cama esperando eu sair da caixa, ainda não sei se devo realmente fazer isso... Tenho tanto medo assim da rejeição? Afinal, é apenas... Uma humana...
Finalmente, sai da caixa e lhe contei tudo sobre o Alice Game e sobre as outras bonecas e no final estiquei meu braço com o anel de rosa e lhe disse:
-Para uma boneca ter chances de vencer o Alice Game, ela precisa de um médium que vai lhe dar energia para usar suas habilidades.
-Nossa! Que fantástico!
-O assunto que eu queria falar com você é... Quer ser minha médium?- ela fez uma cara pensativa, mas logo voltou ao seu sorriso.
-Mas é claro!
-Então, para firmar o contrato deve beijar o anel.
-Certo. - disse e logo beijou o anel, uma luz branca um pouco rosada veio, era quente... Bom, e depois o anel estava no dedo dela, não tenho certeza, mas acho que o contrato não foi a única coisas que se firmou entre nós.

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The twins Shines: Capítulo I [Desejo]
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Bem, essa é a minha primeira Fic, baseada no anime Rozen Maiden.
A história é contada na primeira pessoa, ou seja, há um narrador :3

Em resumo, a história conta o passado de uma Boneca minha em um RPG (baseado em Rozen Maiden) e talz, aproveitem õ/
- -

"Ainda está escuro, então quer dizer que ninguém fez o contrato. Só me resta esperar mais." pensei, sem muitas esperanças. Será que Kuro já conseguiu uma Médium? De qualquer maneira não importa somente me preocupar com ela, não posso somente me preocupar com meus amigos, mas sim com meus inimigos.
Abri a caixa lentamente, era verdade, ninguém havia feito o contrato ainda, pois ainda estava no meu N-Field. Sai da caixa e comecei a andar por ele, até que me sentei para descansar em baixo de uma cerejeira e então aquele pontinho branco um pouco rosado apareceu.
- Já conseguiu um Médium para mim? - e o pequeno pontinho ficou voando agitada em volta de Shiro – Entendo, continue assim Ran, logo Kuro-nee-chan será Alice, não importa que até mesmo eu tenha de me sacrificar para isso acontecer... - e então voltei para minha caixa e dormi por mais tempo.


Acordei, mas não estava mais em meu N-Field, estava em um quarto, grande, bonito e muito bem decorado e luxuoso. Pela decoração, presumo que haviam se passado uns... 50 anos desde o último Alice Game, agora preciso conhecer minha/meu médium, somente o fato de o contrato já estar feito é um grande passo adiante para Kuro se tornar Alice, não consigo desejar nada diferente disso.
Der repente a porta do quarto se abre e eu vou para dentro da minha caixa rapidamente, deixei a tampa entreaberta e fiquei vendo uma pessoa entrar, era bonita, tinha cabelos negros e longos, olhos azuis escuro e uma roupa verde, com ar de Primavera, um vestido longo e um chapéu grande, seria essa garota minha médium?
Ela continuou falando com uma pessoa do lado de fora da porta, não consegui ver quem era, mas conversavam animadas:
-Então? Que tal fazermos outro piquenique amanhã? O de hoje fora muito divertido! – risinhos.
-Er... Certo! Então, amanhã às 15:40? Seria um bom horário, já que a manhã toda estará...
-Não precisa me dar detalhes, somente esteja lá!
Então a porta se fechou e a garota de cabelos negros se jogou na cama e ficou balançando as pernas, parecia... Alegre. Continuei em baixo da cama, queria saber um pouco mais dela... Sobre ela.

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Autora

.Nicks: Elyss e Luluh
.About me: Guria dorgadz viciada em animes, RPGs e fóruns. Sou uma preguiçosa que adóga começar algo e nunca terminar, vivo feliz no planeta do pudim. Obrigada -Q
.Coisinhas favoritas: Rozen Maiden, Pandora Hearts, Angel Beats!, Katekyo Hitman Reborn!, Umineko no Naku Koro ni, RPGs e livros 8D
.Breguete adcionais: Se quiserem viver não toquem na Patchy-san nem na Bern-chan, elas são somente minhas wee~ Ah é, se tocarem na Will morrem também viu? <3


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Thanks~

Apesar do layout ter sido feito por mim, há aquelas pessoas especiais que sempre me ajudaram e apoiram até ele chegar a ser o que é agora.
Agradeço especialmente à Mika, que fez com que eu entrasse definitivamente no mundo dos Blogs desde a época em que o blog era Bobagens que caíram na Net. Ela também me apoiou tanto para que eu continuasse a ir tentando melhorar, assim como minha Mãe fez.

Também devo lembrar do apoio de pessoas especiais como Azumi, Val, Sofi e Mizu. Todas sempre foram fiéis e me ajudaram quando eu precisava.

Digo um grande obrigado aos vários tutoriais que encontrei no Google, especialmente os do Cristiny Online que foi onde eu consegui uma noção do que é mexer com layouts. Eu realmente devo muitos a todos esses tutoriais.

Por fim e menos importante .q, ao Shuu² que foi onde eu encontrei essa imagem perfa que foi editada no PhotoFiltre Studio X e carregada no ImageShack, e é claro ao Blogger por hospedar o Elysion.